sábado, 25 de maio de 2013

Claude Monet Vida e obras

Claude Monet - vida e obras

  Claude Monet. Self-Portrait. Detail.

    Monet nasceu em Paris, na França, no ano de 1840. Tornou-se um grande pintor e um dos mais importantes representantes do impressionismo. Foi uma de suas pinturas, "Impressão": Nascer do sol, que deu nome ao movimento artístico impressionista. 
     O começo de sua carreira artística foi marcado por dificuldades financeiras. Em 1883 aluga uma casa em Giverny. Em 1887 expõe novamente em Nova York. Em 1890 a casa é comprada e em 1891 Monet conclui Os Montes de Feno e a série de paisagens do rio Epte. Nesse mesmo ano morre Ernest Hoschedé. Em 1892 Monet e Alice casam-se. Cuidar do jardim torna-se uma de suas atividades preferidas, são contratados seis jardineiros para ajudá-lo nesse trabalho. É 1893 é comprado também um terreno vizinho onde Monet constrói o jardim aquático, que seria sua grande fonte de inspiração nos anos seguintes. Em 1894 conclui a série da Catedral de Rouen e durante o verão de 1896-97 pinta paisagens do Rio Sena, retomando um tema do início de sua carreira. Em suas obras de arte seguiam, como temática principal, as paisagens da natureza. trabalhava de forma harmônica as cores e luzes, criando imagens belas e fortes. Neste contexto artístico, podemos citar a série de pinturas que realizou sobre a catedral de Rouen (1892-1894), onde o artista retratou a construção em diversos momentos do dia, com variações de luminosidade. 
      Vale a pena destacar também as obras de arte com temas aquáticos como, por exemplo, os murais que realizou no Museu I' orangerie. Monet morreu em 1926 aos 86 anos, na França, deixando um legado artístico reconhecido até os dias atuais.
     Alguns críticos de arte consideram Monet um dos mais importantes pintores de todos os tempos. 

 Principais obras de Claude Monet 

 Impressão, Sol Nascente 1872
Marco do Impressionismo representa o amanhecer no porto de Havre. Em 1874, foi foco de uma exposição de Monet e contemporâneos. Analisando a obra, o escritor pintor Louis Leroy disse “Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão! (…) Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha.” Daí, o movimento teria seu nome oficial.

Regata em Argenteuil 1872

É símbolo do domínio de Monet sobre as impressões provocadas pelo ar livre. Na obra, as sutis e arrojadas pinceladas que se tornaram marca registrada do movimento dão forma e volume às águas e aos reflexos da cena. A composição que alterna cores puras e mistas em alternância foi pintada em um barco próximo a Argentil.
Regatta at Argenteuil. c.1872. Oil on canvas. Louvre, Paris, France


A Ponte Japonesa, Harmonia Rosa 1900

Depois de amargurar falta de reconhecimento e pouco dinheiro, a arte impressionista começa a ganhar destaque e Monet começa a prosperar. Nessa época, expôs em NY e  construiu a casa e o jardim de Giverny, que serviriam de inspiração a muitas pinturas. A Ponte Japonesa,  trabalho exótico pela mistura de tons foi pintada seis vezes para alcançar o que o artista chamou de Harmonia Rosa.
A Ponte Japonesa de Monet.

Ninfeias 1926

Apaixonado por jardins, Monet conseguiu desviar um rio de Giverny para criar um lago no fundo de sua casa. Esse lago é a inspiração de  Ninfeias, que demorou 10 anos para ficar pronta. As impressões de diluição e desfocamento, para muitos estudiosos, são uma manifestação da catarata que afetou Monet, deixando-o quase cego.
Ninfeias de Monet

Mulheres no jardim
 Mulheres no jardim, é uma pintura do impressionista francês Claude Monet. Datado de 1866-1867, é um óleo sobre tela e, atualmente, pertence à coleção do Museu de Orsay, onde estão expostas algumas das maiores obras-primas do impressionismo e do realismo.
O quadro retrata o quotidiano burguês de quatro senhoras, que ocupam a sua manhã a colher flores no jardim, sob a sombra das árvores. Nesta cena primaveril, é notável a habilidade de Claude Monet na representação do traje feminino. No quadro o artista também explora intensamente a luz, mostrando um exímio jogo lumínico, estudo que lhe seria muito útil durante o seu percurso impressionista, iniciado poucos anos mais tarde.
O quadro foi relativamente bem recebido no Salon, ao contrário de Impression, soleil levant, apresentado ao público anos mais tarde.
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Dans la Prairie - Na Pradaria 
É um óleo sobre tela de Claude Monet, pintado no ano de 1876.
A pintura retrata a esposa do pintor, Camille, lendo num campo florido. Foi exibida pela primeira vez em Paris, em 1877.
Foi leiloado em 4 de Fevereiro de 2009, pela Christie's de Londres por 11,2 milhões de libras (16,16 milhões de dólares).

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Natureza-morta com melão
 É uma pintura de Claude Monet. Realizada a óleo sobre tela em 1872, é uma natureza-morta, das poucas que se conhecem na temática de Monet. Integra a colecção do Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Portugal.
A pintura, realizada em 1872, ano de que é datado Impression, soleil levant, embora se pense que este foi concebido no ano seguinte, possivelmente terá resultado da inspiração em Henri Fantin-Latour. Latour procurou representar de forma clássica, académica, o tema, mas Monet, encontrando paralelo noutro pintor com apelido parecido, Monet, preferiu incorporar a sua própria apreciação e um conteúdo subjectivo intencional ao objectos inanimados.
As formas esféricas e circulares sucedem-se estruturadamente na pintura. Os frutos estão pautados por um encadeamento rítmico e cromático subtil com os objectos de porcelana chinesa dispostos sobre uma toalha branca, mantendo uma coerência plástica. Através de um jogo lumínico sublime, Monet raspa a pintura ao ar livre, tão apreciada por si, por Boudin - que teve uma importância fulcral na carreira artística e na obra de Claude Monet - e pelos outros impressionistas. A luz que invade a superfície da tela dá alas para imaginar um amanhecer, conferindo à obra de Monet uma percepção diferente do comum.
Esta é uma obra rara pois poucas naturezas-mortas são conhecidas de todo o trabalho de Monet, e ainda mais sendo desta época, pois Monet só se começou realmente a interessar pelo estilo em meados de 1880, meio ano após a sua esposa,Camille Monet, ter falecido. A obra pertenceu a Durand-Ruel.
Natureza-morta com melão.jpg

Nenúfares 
É um óleo sobre tela de Claude Monet, pintado no ano de 1904, nos arredores de Paris. Foi vendido no dia 19 de Junho de 2007 na Sotheby's, em Londres a um comprador anónimo por 26 milhões de Euros, o terceiro mais alto valor de sempre de um Monet.
O quadro retrata os nenúfares no lago do jardim do pintor, em Giverny. A tela é um testemunho vivo da busca pela perfeição lumínica de Monet, nos seus trabalhos. A paleta de cores é exuberante, variando entre verdes, castanhos, azuis e rosas esquiços ou salmão, remetendo-nos para o início damatina, o nascer do sol. Na água do lago estão patentes perfeitos reflexos das árvores, que rodeiam o lago de Giverny.
Esta tela pertence à célebre série de pinturas do mesmo nome que o presente trabalho: Nenúfares. Esta é talvez o melhor trabalho pertencente à série, e é considerado um dos mais prodigiosas pinturas concebidas por Monet.
Ao contrário de algumas das telas da mesma série, esta não exibe qualquer vestígio de movimento. Pelo contrário, o lago e os seus nenúfares parecem estáticos, imóveis. As cores e o jogo lumínico remetem o espectador para o nascer da manhã, no jardim do pintor, muito frequentemente retratado pelo impressionista. Monet (1840-1926) começou como ilustrador e caricaturista, atividades em que alcançou certa fama quando ainda era praticamente adolescente. Em 1856 conheceu o pintor francês Boudin, que além de iniciá-lo nas técnicas da pintura paisagística ensinou-o a pintar ao ar livre, para captar melhor as cores e a luz. Três anos depois, mudou-se do Havre, onde vivia com os pais, para Paris, começando a estudar na Academia Suíça. Alguns anos mais tarde cursou a Escola de Belas-Artes, no ateliê de Gleyre, onde fez amizade com Renoir, Sisley e Bazille. Depois de uma tentativa de suicídio em 1868, Monet viajou para Londres com Renoir, fugindo da guerra com a Prússia. Lá conheceu Daubigny, e por meio dele o marchand e dono de galeria Durand-Ruel. Seus quadros de Londres refletem o interesse do jovem pintor pela pintura oriental e pela fotografia. O espaço e a perspectiva são obtidos pela contraposição de estruturas geométricas e um intenso contraste cromático. Depois da apresentação em Paris, em 1874, do seu quadro Impressão, Sol Nascente (1869) ele e todo o seu grupo de amigos foram mencionados por um conhecido crítico de arte como impressionistas e mais depreciativamente como "a turma de Monet". Aos poucos, foi abandonando as tonalidades escuras e tenebrosas de suas primeiras obras e adotou uma paleta de cores frias e ao mesmo tempo transparentes. Em Argenteuil, passa a pintar com Sisley e Pissarro, tanto no inverno quanto no verão. Além das paisagens, tentou incluir motivos da vida moderna, como as locomotivas. Deu início também aos seus célebres quadros de catedrais, de contornos quase inexistentes, em que a forma é dada pela reprodução da luz e da cor. A síntese de sua obra são os quadros que compõem a série Ninféias, especialmente o Tanque dos Nenúfares. Monet foi o mais puro representante do espírito impressionista.


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Barcos vermelhos
Barcos vermelhos, é uma pintura impressionista do francês Claude Monet. Realizada a óleo sobre tela, nos arredores de Argenteuil em 1875, pertence ao espólio do Musée de l'Orangerie, em Paris.
O tema é regular na obra de Monet, representando o quadro alguns barcos atracados em Argenteuil, entre eles dois barcos vermelhos. É uma tela de técnica puramente impressionista, pintada no mesmo ano em que concebeu Madame Monet en costume japonais, e, se comparadas as duas telas, embora com temas distintos, têm um particular em comum: o vermelho. Isto está indiretamente relacionado com a invasão da Europa pelo excêntrico estilo japonês, que colocou em voga o vermelho, que até então estava um pouco abandonado.
Em ambas as telas o pintor coloca a quantidade certa de vermelho na pintura, ligando-o ritmicamente com a restante composição. Nesta obra, o vermelho sobressai no casco dos barcos de pesca e no reflexo na água, salpicada de um verde lodoso.
A composição mistura tons frios com tons quentes, ambos muito diferentes, mas também pintados de uma forma frenética, que faz com que o olhar do espectador seja controlado pela cor dos barcos. As cores parecem ganhar vida e rodopiar, respeitando uma grelha imaginária colocada por Monet nas suas telas, tornando as formas um pouco simétricas.
Na orla esquerda do quadro, duas pessoas, entre elas uma mulher trajada de branco sob um guarda-sol, admiram a paisagem. No fundo da telas, e atrás das duas observadoras figuras, vêem-se casas e até uma pequena igreja, cuja torre sobressai com um telhado azul escuro, difuso no horizonte.
Proeminente ensaio lumínico de ênfase impressionista, esta tela reside entre os melhores trabalhos de Claude Monet.
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Canto de atelier
 Canto de atelier, é uma pintura do francês Claude Monet. Realizada a óleo sobre tela em 1861, a tela integra a colecção do Museu de Orsay, em Paris, e marcou a fase inicial da carreira de pintor de Monet.
Dotado de uma percepção espacial e lumínica invulgar, Claude Monet, manifestou desde cedo interesse pela pintura e pelas artes na sua generalidade. Quando olhamos para esta pintura de 1861, quando o artista ainda estava somente a explorar a sua capacidade artística, percebemos várias coisas.
Monet esforçou-se para representar as cores úmidas da caixa de pinceís e a tinta pastosa que consome a madeira da paleta, o veludo baço da boina vermelha, a lombada usado dos velhos livros e as partes metálicas das armas, sob um excêntrico e sumptuoso papel de parede. É claro que não atingiu a perfeição de um Impression, soleil levant, mas, neste início de carreira, e observando a natureza-morta, percebemos qual o verdadeiro projecto de Monet: a luz.
A obra impõe-se claramente na sua juventude. A paleta varia entre os restos de verde, vermelho, amarelo e preto, compondo uma exuberante composição temática, cuja ênfase seria muito menor sem o papel de parede. Este representa uma ribeira e as suas margens e conferem um exotismo mútuo de uma ponta à outra da tela. Destaca-se da composição a mesa de madeira torneada, que surge em primeiro plano, e parece sair da tela.
Com uma importância notável na carreira artística de Monet, a obra é muitas vezes ignorada.
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Madame Monet en costume japonais ou La japonaise, na tradução portuguesa Madame Monet trajando um kimono ou A japonesa, é um célebre quadro do impressionista francês Claude Monet. Realizado a óleo sobre tela em 1875, pertence à colecção do Museu de Belas Artes de Boston, nos EUA. Foi exibido pela primeira vez em 1876.
O Japão só se abriu ao Oriente em meados do século XIX. Nesta altura, cerca de 1875, era já uma moda. O Ocidente, principalmente a Europa - que firmemente ditava as modas, não só no continente, como no resto do mundo ocidental -, havia deixado de lado a influência chinesa. A chinoiserie era já um marco do passado. Com a abertura do Japão ao mundo ocidental, notou-se uma instabilidade cultura em que se potenciavam, no Japão, as influências ocidentais (principalmente as dos EUA), e, na Europa, as influências japonesas. Terá sido uma excêntrica troca de culturas.
As estampas japonesas, cujos motivos de excelência se contavam entre montanhas e o oceano, mas todas pautadas por um notável encadeamento rítmico, influenciaram os pintores da época, e Monet não fugiu à regra. Mais tarde, a pintura perturbada e perturbante de Vincent van Gogh viria a refletir mais claramente este gosto orientalista.
A esta moda sacrificou-se Monet, quando pintou La Japonaise. A modelo é a esposa de Monet, Camille. Trajada com um magnifico kimono bordado até ao mais ínfimo pormenor, cujas orlas bordadas em relevo parecem animadas, vivas, Camille posa para Monet voltada para o pintor. A modelo abana, com uma suavidade e leveza reforçada pela palidez das mãos e do rosto, um leque tricolor (cujas cores são iguais às da bandeira francesa) e olha o espectador com um terno olhar sedutor.
A luz incidente nos seus louros cabelos faz jus à luz adjacente dos bordados dourados. Contudo, não são verdadeiros. Camille usa uma peruca.
Ao fundo, numa parede de tons oliva, também em voga na altura, estão dispostos vários leques, espalhados ao acaso. Reflectem o gosto da época, e Camille de japonesa só tem a roupa. Ou seja, o quadro é uma farsa japonesada, um sacrifício de Monet ao gosto orientalista da época em que se situava. E, com efeito, vendeu a tela pela respeitável soma de 2000 francos.
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Mulher de branco no jardim
Mulher de Branco no jardim ou somente Mulher no jardim, é uma pintura do impressionista Claude Monet. Datado de 1867, é um óleo sobre tela, atualmente conservado pelo Museu do Hermitage, em São Petersburgo, na Rússia.
O quadro retrata uma mulher vestida de branco, sob a sombra do seu guarda-sol, de pé sobre a relva de um jardim, apreciando as flores. A tela exibe uma rica paleta de cores, baseada no verde, e um domínio soberbo sobre a luz e a conjugação desta com os elementos naturais.
A modelo do quadro é Marguerite Lecadre, prima do artista, e o jardim pertence à casa da modelo, em Havre, onde Monet e a família estavam hospedados e onde, dez anos antes, em 1857, tinha falecido a mãe de Monet.
A pintura é uma das mais célebres deste período de Monet, cujo interesse se voltava para mulheres em convívio no jardim. Femmes au jardin antecede esta pintura, e as duas antecedem o Impressionismo, criado em 1873. Neste quadro notam-se vagas passagens características da técnica impressionista que Monet exploraria após a formação oficial do grupo.



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Ponte Nova
A Ponte Nova, é uma pintura do francês Claude Monet. Realizada em óleo sobre tela em 1871, a obra retrata uma cena do cotidiano parisiense, na célebre Pont Neuf. Atualmente integra o espólio do Museu de Arte de Dallas.
Monet retornou a Paris no Inverno de 1871, depois de mais de um ano exilado no Reino Unido e nos Países Baixos, durante a ocorrência da Guerra Franco-Prussiana. A capital francesa, após o seu regresso, continuava estagnada, situação que fez explodirem algumas revoltas e empreenderam-segreves várias. Monet somente concebeu um trabalho durante este conturbado período de pós-guerra.La Pont Neuf foi essa obra.
A estrutura temática leva o espectador a colocar os olhos sobre uma cena quotidiana parisiense de 1871, dois anos antes da revolução impressionista, de um Inverno chuvoso, tal como o período histórico em que se vivia. A cena desenrola-se sobre a Pont Neuf (Ponte Nova), uma das mais célebres e reproduzidas pontes parisienses, num primeiro plano. O segundo plano desenrola-se sobre as águas do rio Sena, dado pelos barcos atracados e pelos que empreendem a travessia. A composição da obra, cuja base parece sobrepor três pentágonos da margem direita para a esquerda do quadro, joga com os três retângulos no fundo da cena, formados por três conjuntos de prédios diferentes.
No exercício cromático, a paleta varia entre resquícios de verde oliva e azul, juntamente com púrpura e amarelo torrado, com o branco - que se dá pelo fumo expelido das chaminés dos barcos no Sena - e com uma subtil invasão do cinzento. O local - na tela - para cada tonalidade é quase escolhido geometricamente. O semi-pentágono que retrata o Sena, a verde. Sobre a ponte e nos retângulos que compreendem os edifícios da direita e da esquerda, o amarelo e umas introduções de branco. No céu e no retângulo do fundo, o cinzento, com a ligeira diferença de que este último conserva tonalidades azuladas. Os transeuntes e os veículos são retratados em púrpura.
É uma obra profunda e triste, cujas cores tornam a percepção e a localização histórica do período mais fácil de visualizar e compreender.


Le Pont Neuf - Claude Monet.jpg

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